fevereiro 20, 2005
Quibe !
Claro que voc? j? leu mil vezes aquela pergunta para entrevistado padr?o: "se o mundo fosse acabar daqui a pouco, ou se voc? fosse morrer, qual a ?ltima coisa que faria?"
E a seguinte: "do que sentiria mais falta se ficasse isolado numa ilha deserta?"
Lembro que uma das respostas que li foi a de um cara famoso : "ouvir Miles Davis ..." e uma certa cantora brasileira. Como eu a acho pavorex, por delicadeza, n?o citarei seu nome aqui.
Pesando a resposta desse entrevistado, conclu? que ele queria ouvir o melhor (pela ?ltima vez, antes de morrer) e o pior, para se consolar (e at? dar gra?as aos c?us por ir embora, porque n?o d? para aturar o festival de desafina??o da diva). Ela, quando soube disso, achou lindo. Acho que n?o pensou muito na resposta do cara...
Acho que se me perguntassem... Pera?, n?o sou famosa. Vamos supor que, ao comprar um quilo de carne no a?ougue, o atendente me perguntasse "de qual carne, madama?" e, em seguida, ao me entregar o pacote de carne, fizesse esta pergunta: "o que a madame sentiria mais falta se fosse ficar isolada numa ilha?". Eu ia conferir o troco, pegar o pacote de alcatra e responder a ele. Nem adianta achar estranha a cena; isto acontece em filmes do Woody Allen todo dia.
O que eu ia dizer ao a?ougueiro ? que o esp?rito ind?mito da galhofa ? o que me faria falta. A galhofa ? revolucion?ria, ela transcende, inverte e reduz o tr?gico a um pocket show. Claro que n?o existe sozinha, precisa de contra-ponto. Mas isto o cotidiano traz,todo santo dia, religiosamente, para nosso universo.
Pensei nisso quando vi esta nota no jornal, na coluna "Gente Boa", de Joaquim Ferreira dos Santos :

Postado por Eulina Rego em fevereiro 20, 2005 11:22 PM